O projeto

O projeto SEAFUEL – Integração Sustentável de Combustíveis Renováveis nos Transportes Locais – dispõe de um orçamento total de 3,497,632.98 €, cofinanciado pelo Fundo Europeu do Desenvolvimento Regional, através do Programa Interreg Espaço Atlântico (Eixo prioritário 2: Promover a eficiência dos recursos. Objetivo específico 2.1: Promover as energias renováveis e a eficiência energética).

O projeto SEAFUEL visa promover o aproveitamento das energias renováveis em todo o Espaço Atlântico, para as frotas de transporte local e apoiar a transição para uma economia de baixo carbono. O projeto conta com a experiência e conhecimento dos parceiros na valorização das energias renováveis, designadamente solar, eólica e marinha, a fim de demonstrar a viabilidade do hidrogénio como vetor energético a ser utilizado pelos operadores de transportes locais.

Objetivo global

O projeto SEAFUEL visa demonstrar a viabilidade da utilização de modos alternativos de energia, obtidos através do aproveitamento das energias renováveis e da água do mar, como fonte de energia alternativa para os transportes locais e sem pegada de carbono, conforme promovida pela iniciativa europeia COM(2010)2020. O projeto inclui a inovação tecnológica, através da instalação de uma planta piloto, a criação de políticas enquadradoras e a análise da sustentabilidade relativamente à produção, distribuição e utilização de hidrogénio como vetor energético alternativo em regiões remotas do Atlântico. A energia necessária será gerada a partir dos recursos renováveis disponíveis no Espaço Atlântico, designadamente solar, eólica e marinha.

O projeto SEAFUEL visa dinamizar o crescimento verde e a economia azul e a criação das condições adequadas à concretização das politicas da União Europeia para valorização das energias renováveis nos sistemas de transporte limpos e sustentáveis. Devido à dependência das infraestruturas continentais, os territórios isolados, como as regiões insulares, enfrentam o desafio particular com os sobrecustos no aprovisionamento de combustíveis e na produção de energia elétrica. O projeto desenvolver-se-á nestas regiões onde o setor dos transportes contribui com 30% para o consumo de combustíveis fósseis.

O projeto SEAFUEL visa a redução das emissões de gases com efeitos de estufa, PM e NO2, em linha com a Diretiva 2008/50/EC relativa à qualidade do ar do ambiente e a um ar mais limpo na Europa, e criar um caminho para que as regiões insulares sejam independentes energeticamente, com efeito replicador para a criação de futuras instalações energéticas em outras regiões do Atlântico. Será desenvolvido um modelo de oferta de energia alternativo para que as ilhas envolvidas no projeto cumpram os requisitos das Estratégias de Inovação Regional (RIS3), visando uma economia de baixo carbono e o uso eficiente dos recursos endógenos, incluindo os recursos marinhos.

WP 1

Coordenação do Projeto

O projeto SEAFUEL será orientado pelo Coordenador do Projeto (NUIG) que designará os colaboradores e um gestor a tempo parcial para lidar com as tarefas diárias do projeto. O Coordenador supervisionará a gestão de cada Work Package (WP), sendo o WP2 liderado pela AIET, WP3 pela AR, WP4 por ITER, WP5 por CFOAT, WP6 pela AREAM e WP7 pela NUIG-SEMRU. Cada WP contará com a participação de vários parceiros e o líder do WP assegurará o envolvimento eficiente e eficaz dos parceiros. A NUIG supervisionará as atividades do projeto conforme estipulado no contrato de subvenção. O orçamento global será implementado pelo Coordenador, que possui uma vasta experiência de coordenação de projetos da União Europeia. Serão realizadas auditorias internas e um revisor oficial de contas avaliará anualmente o processo de controlo de primeiro nível, cuja despesa está incluída no orçamento.

WP 2

Comunicação do Projeto

O Plano de Divulgação e Comunicação do projeto SEAFUEL será desenvolvido pela AIET e visa ter um projeto visível no Espaço Atlântico e com uma forte componente de disseminação dos resultados, junto do público-alvo e das partes interessadas. O plano, que integrará as obrigações estabelecidas no Regulamento (UE) 1303/2013, será atualizado continuamente e apresenta os canais de comunicação e as ferramentas mais adequados para disseminar e promover o projeto nas suas diferentes fases, de acordo com as abordagens de comunicação definidas. O papel de cada parceiro será claramente identificado, sendo esperado que desempenhe um papel ativo na atualização e no fornecimento de informações para cada meio de comunicação, embora cada região possua um coordenador de comunicação. Este plano descreverá em pormenor como, o quê, e quando as atividades serão desenvolvidas (Website; Facebook; branding e materiais promocionais; comunicados de imprensa; seminários e workshops; etc.). As ações de comunicação têm como alvo principal: o público em geral e os estudantes (ações de sensibilização e aceitação pública desta tecnologia); as autoridades locais (apoiar o envolvimento das autoridades a nível local e a integração desta tecnologia nos seus planos energéticos); e outros atores fundamentais e replicadores, instituições e redes de cooperação da União Europeia (promover o projeto e os seus resultados além da própria comunidade do projeto para o vasto público Europeu e assegurar a sustentabilidade e a replicabilidade do projeto). As atividades específicas fazem parte integrante das ações.

WP 3

Capitalização

O WP3 descreve como a estratégia de capitalização será implementada ao longo do período do projeto, e inclui uma explicação de como os parceiros serão envolvidos (quem faz o quê). Este WP é baseado na capitalização dos resultados do projeto, após o seu término, e também sobre a sustentabilidade e iniciativas ao longo do período do projeto que assegurarão a continuidade do projeto. O WP3 garantirá que todas as partes interessadas nas Regiões do Espaço Atlântico estejam envolvidas e que pretendam usufruir da exploração das inovações resultantes do projeto SEAFUEL. As partes interessadas incluem as autoridades de transporte a nível local, os operadores de transportes, os decisores políticos, os responsáveis pela elaboração de estratégias, os fornecedores de energia, as autoridades regionais e locais e o público.

WP 4

Demonstração e Implementação da Tecnologia H2

O principal objetivo é reduzir as emissões antropogénicas de gases com efeito de estufa associadas aos transportes, em linha com a filosofia do consórcio e com as diretivas da UE. Para o efeito, será montado um projeto piloto de produção de hidrogénio totalmente operacional, para o fornecimento de hidrogénio como combustível às frotas de transporte local. Como valor acrescentado ao projeto, será melhorado o processo de obtenção de hidrogénio através da análise dos processos e realizado os ajustes técnicos necessários para trabalhar com os recursos energéticos disponíveis. O ITER lidera o WP e conta com a participação ativa da NUIG, da UoL, do HyEn e do LEL. Este último irá instalar a unidade de armazenamento do hidrogénio e realizará um pré-teste com o apoio do HyEn, enquanto que o ITER instala as infraestruturas auxiliares, e prepara o terreno para a montagem do projeto piloto. A NUIG e a UoL desenvolverão materiais com desempenho aprimorado para a produção de hidrogénio na planta piloto a ser desenvolvida nas instalações do ITER com o apoio do LEL. Com este processo, o ITER irá substituir parcialmente a frota diesel por veículos movidos a hidrogénio e serão monitorizados para avaliar o seu desempenho que será reportado nos estudos do WP5. O projeto piloto será virtualizado pela AIET como parte integrante do WP3. O principal risco identificado prende-se com o atraso na entrega dos equipamentos que pode prejudicar o desenvolvimento das atividades. Este risco foi calculado e minimizado através de contactos estabelecidos com as partes relevantes da conceção do projeto e com o apoio do HyEn, que tem experiência noutros projetos de hidrogénio da União Europeia.

WP 5

Implementação da Solução de H2 em Regiões Especiais

As equipas, compostas por um parceiro designado de cada região especial (CFOAT e AREAM), serão coordenadas centralmente para investigarem o padrão existente das tecnologias de transporte nessas regiões. Será realizada uma análise sobre o tipo de veículo, o combustível consumido e os custos financeiros dos atuais tipos de transporte. A auscultação do setor dos transportes privado e público sobre a introdução do hidrogénio enquanto combustível alternativo será efetuada através de consulta pública em cada região. Os estudos detalhados servirão de base para um modelo adequado à escala, às oportunidades e aos impactes esperados das futuras aplicações do projeto SEAFUEL em outras regiões. O estudo identificará as oportunidades e as ameaças aquando da adoção/replicação do projeto SEAFUEL proporcionando uma referência pré projeto para os seus impactes, e definindo as potenciais oportunidades para uma implementação total nas regiões específicas. O HyEn, o ITER e o LEL apoiam na viabilidade de transferência da tecnologia em cada região e na produção complementar de energia a partir das energias renováveis mais adequada a cada ambiente, ao investigar a adaptabilidade do projeto SEAFUEL a uma variedade de ambientes, orientando o planeamento de tecnologias a partir das energias renováveis para a extensão do projeto SEAFUEL a outras regiões.

WP 6

Regulamentação da Política de H2

O conhecimento e a experiência em relação à implementação das aplicações de hidrogénio ainda não são muito divulgados a nível regional ou mesmo a nível nacional. Através da recolha das melhores práticas atuais e da sua implementação, o WP permite acelerar a tomada de decisão sobre as medidas de apoio. Serão analisadas as políticas e os incentivos específicos a nível nacional e regional e a sua influência no desenvolvimento e na implementação de projetos relevantes de hidrogénio ao abrigo do programa INTERREG (BIG HIT, Don Quichote, WaterstofNet), e serão identificados os riscos e as barreiras institucionais. A AREAM e a EHA vão reunir informações sobre o regulamento da política existente e o seu impacte nos vários projetos de hidrogénio. A análise resultará num conjunto compreensivo de medidas políticas, que serão apresentadas num workshop nas ilhas do consórcio para envolver os decisores políticos locais. Esta ação permitirá formular um enquadramento de políticas viáveis para as ilhas do Espaço Atlântico e um cronograma para a sua concretização e, assim, estabelecer um cluster de hidrogénio no Espaço Atlântico de partes interessadas para investigar os próximos passos para a implementação de H2.

WP 7

Sustentabilidade e Estudo de Impacte

This work package will focus on the economic analysis and societal impact of the production, distribution and use of hydrogen as sustainable fuel, taking into account its environmental aspects through all stages of development. Preferences of consumers towards hydrogen end-use technologies in the transport sector will be fundamentally different to the attitudes of local populations who face the building of hydrogen production and distribution infrastructure in their communities. This requires distinguishing between benefits to users, measured in terms of the net economic value or willingness to pay and benefits to local communities, which can be measured in terms of socioeconomic impacts.
This WP will focus on both, presenting estimates of the socio-economic impact of the implementation of the technology in isolated communities in Ireland, Portugal and Spain to relevant regional authorities and other stakeholders. Survey-based techniques will be used to assess intended behaviour and attitudes towards the proposed technology and the trade-offs individuals are willing to make between implementing the new technology as part of their sustainable transport system and money. Results will provide estimates of the net economic value for the proposed fuel in a local transportation context. The environmental impact will be studied by life cycle analysis to quantify the CO2 equivalent released in all stages of hydrogen production and use chain, and compared to conventional fuels.